Solar

1999

Solar
    • //Disco 1

    • A Palo Seco (Belchior) Letra

      Se você vier me perguntar por onde andei

      No tempo em que você sonhava

      De olhos abertos lhe direi

      Amigo, eu me desesperava

       

      Sei que assim falando pensas

      Que esse desespero é moda em 76

      Mas ando mesmo descontente

      Desesperadamente eu grito em português

      Mas ando mesmo descontente

      Desesperadamente eu grito em português

       

      Tenho 25 anos de sonho e de sangue

      E de América do Sul

      Por força deste destino

      Um tango argentino

      Me cai bem melhor que um blues

       

      Sei que assim falando pensas

      Que esse desespero é moda em 76

      Eu quero é que esse canto torto

      Feito faca corte a carne de vocês

      Eu quero é que esse canto torto

      Feito faca corte a carne de vocês


      Se você vier me perguntar por onde andei

      No tempo em que você sonhava

      De olhos abertos lhe direi

      Amigo, eu me desesperava

       

      Sei que assim falando pensas

      Que esse desespero é moda em 76

      Mas ando mesmo descontente

      Desesperadamente eu grito em português

      Mas ando mesmo descontente

      Desesperadamente eu grito em português

       

      Tenho 25 anos de sonho e de sangue

      E de América do Sul

      Por força deste destino

      Um tango argentino

      Me cai bem melhor que um blues

       

      Sei que assim falando pensas

      Que esse desespero é moda em 76

      Eu quero é que esse canto torto

      Feito faca corte a carne de vocês

      Eu quero é que esse canto torto

      Feito faca corte a carne de vocês


      Arranjo, piano e teclados: Zé Américo Bastos

      Contrabaixo: Jorge Helder

      Guitarra: Zeppa Souza

      Bateria: Camilo Mariano

      Percussão: Paulinho He-Man e Marcos Amma

    • Trem das Ilusões (Alceu Valença / Herbert Azul) Participação especial: Alceu Valença Letra

      Ah, se meu desejo voasse

      Como ave, como pássaro

      Lhe caçasse em toda parte

      Provocasse sua compaixão

       

      É tão pouco, muito louco

      Ficar ouvindo sua voz pelo telefone

      A canção que nós cantamos como trilha

      Nessa noite de interrogação

       

      É tão pouco, muito louco

      Ser flor e pedra em seu caminho

      Sofrer, gemer quase em silêncio

      Morder seu nome no lenço

      Ver nossa história por um fio

      É tão vazio

       

      Vai ver que esse trem que você viaja

      Não tem janela não

      Não tem casa na colina

      Não tem pôr-do-sol lá em cima

      É você que está cego e não me vê viajando

      Na mais cruel ilusão

      Ah, ah, ah, ah, ah, ah


      Ah, se meu desejo voasse

      Como ave, como pássaro

      Lhe caçasse em toda parte

      Provocasse sua compaixão

       

      É tão pouco, muito louco

      Ficar ouvindo sua voz pelo telefone

      A canção que nós cantamos como trilha

      Nessa noite de interrogação

       

      É tão pouco, muito louco

      Ser flor e pedra em seu caminho

      Sofrer, gemer quase em silêncio

      Morder seu nome no lenço

      Ver nossa história por um fio

      É tão vazio

       

      Vai ver que esse trem que você viaja

      Não tem janela não

      Não tem casa na colina

      Não tem pôr-do-sol lá em cima

      É você que está cego e não me vê viajando

      Na mais cruel ilusão

      Ah, ah, ah, ah, ah, ah


      Arranjo, piano e teclados: Zé Américo Bastos

      Contrabaixo: Jorge Helder

      Guitarra e violão de aço: Zeppa Souza

      Bateria: Camilo Mariano

      Percussão: Paulinho He-Man e Marcos Amma

    • O Meu Amor (Chico Buarque) Letra

      O meu amor

      Tem um jeito manso que é só seu

      E que me deixa louca

      Quando me beija a boca

      Minha pele toda fica arrepiada

      E me beija com calma e fundo

      Até minh’alma se sentir beijada

      Ai

       

      O meu amor

      Tem um jeito manso que é só seu

      Que rouba os meus sentidos

      Viola os meus ouvidos

      Com tantos segredos

      Lindos e indecentes

      Depois brinca comigo

      Ri do meu umbigo

      E me crava os dentes

      Ai

       

      Eu sou sua menina, viu?

      E ele é o meu rapaz

      Meu corpo é testemunha

      Do bem que ele me faz

       

      O meu amor

      Tem um jeito manso que é só seu

      De me deixar maluca

      Quando me roça a nuca

      E quase me machuca

      Com a barba mal feita

      E de pousar as coxas

      Entre as minhas coxas

      Quando ele se deita

      Ai

       

      O meu amor

      Tem um jeito manso que é só seu

      De me fazer rodeios

      De me beijar os seios

      Me beijar o ventre

      Me deixar em brasa

      Desfruta do meu corpo

      Como se o meu corpo

      Fosse a sua casa

      Ai


      O meu amor

      Tem um jeito manso que é só seu

      E que me deixa louca

      Quando me beija a boca

      Minha pele toda fica arrepiada

      E me beija com calma e fundo

      Até minh’alma se sentir beijada

      Ai

       

      O meu amor

      Tem um jeito manso que é só seu

      Que rouba os meus sentidos

      Viola os meus ouvidos

      Com tantos segredos

      Lindos e indecentes

      Depois brinca comigo

      Ri do meu umbigo

      E me crava os dentes

      Ai

       

      Eu sou sua menina, viu?

      E ele é o meu rapaz

      Meu corpo é testemunha

      Do bem que ele me faz

       

      O meu amor

      Tem um jeito manso que é só seu

      De me deixar maluca

      Quando me roça a nuca

      E quase me machuca

      Com a barba mal feita

      E de pousar as coxas

      Entre as minhas coxas

      Quando ele se deita

      Ai

       

      O meu amor

      Tem um jeito manso que é só seu

      De me fazer rodeios

      De me beijar os seios

      Me beijar o ventre

      Me deixar em brasa

      Desfruta do meu corpo

      Como se o meu corpo

      Fosse a sua casa

      Ai


      Arranjo, piano e teclados: Zé Américo Bastos

      Violão de nylon e guitarra: Chiquinho Braga

      Baixo: Jorge Helder

      Bateria: Camilo Mariano

      Sax alto e soprano: Zé Canuto

      Percussão: Paulinho He-Man e Marcos Amma

    • Não Sonho mais (Chico Buarque) Participação especial: Chico Buarque Letra

      Hoje eu sonhei contigo

      Tanta desdita

      Amor nem te digo

      Tanto castigo

      Que eu tava aflita de te contar

       

      Foi um sonho medonho

      Desses que às vezes a gente sonha

      Baba na fronha

      Se urina toda

      Quer sufocar

       

      Meu amor vi chegando

      Um trem de candango

      Formando um bando

      Mas que era um bando

      De orangotango pra te pegar

       

      Vinha nego humilhado

      Vinha morto-vivo

      Vinha flagelado de tudo que é lado

      Vinha um bom motivo pra te esfolar

       

      Quanto mais tu corria, mais tu ficava

      Mais atolava, mais te sujava

      Amor, tu fedia

      Empesteava o ar

       

      Tu que foi tão valente

      Chorou pra gente

      Pediu piedade, olha que maldade

      Me deu vontade de gargalhar

       

      Ao pé da ribanceira acabou-se a liça

      Escarrei-te inteira a tua carniça

      Tinha justiça nesse escarrar

       

      Te rasgamo a carcaça

      Descemo a ripa

      Viramo as tripa

      Comemo os ovo

      Ai, aquele povo pôs-se a cantar

       

      Foi um sonho medonho

      Desses que às vezes a gente sonha

      E baba na fronha e se urina toda

      E já não tem paz

       

      Pois eu sonhei contigo e caí da cama

      Ai, amor, não briga, ai, não me castiga

      Ai, diz que me ama

      E eu não sonho mais


      Hoje eu sonhei contigo

      Tanta desdita

      Amor nem te digo

      Tanto castigo

      Que eu tava aflita de te contar

       

      Foi um sonho medonho

      Desses que às vezes a gente sonha

      Baba na fronha

      Se urina toda

      Quer sufocar

       

      Meu amor vi chegando

      Um trem de candango

      Formando um bando

      Mas que era um bando

      De orangotango pra te pegar

       

      Vinha nego humilhado

      Vinha morto-vivo

      Vinha flagelado de tudo que é lado

      Vinha um bom motivo pra te esfolar

       

      Quanto mais tu corria, mais tu ficava

      Mais atolava, mais te sujava

      Amor, tu fedia

      Empesteava o ar

       

      Tu que foi tão valente

      Chorou pra gente

      Pediu piedade, olha que maldade

      Me deu vontade de gargalhar

       

      Ao pé da ribanceira acabou-se a liça

      Escarrei-te inteira a tua carniça

      Tinha justiça nesse escarrar

       

      Te rasgamo a carcaça

      Descemo a ripa

      Viramo as tripa

      Comemo os ovo

      Ai, aquele povo pôs-se a cantar

       

      Foi um sonho medonho

      Desses que às vezes a gente sonha

      E baba na fronha e se urina toda

      E já não tem paz

       

      Pois eu sonhei contigo e caí da cama

      Ai, amor, não briga, ai, não me castiga

      Ai, diz que me ama

      E eu não sonho mais


      Arranjo, piano e acordeom: Zé Américo Bastos

      Contrabaixo: Jacaré

      Guitarra: Zeppa Souza

      Viola de 12 cordas: Manassés

      Bateria: Camilo Mariano

      Flauta: David Ganc

      Percussão: Paulinho He-Man e Marcos Amma

    • Cajuína (Caetano Veloso) Letra

      Existirmos a que será que se destina?

      Pois quando tu me deste a rosa pequenina

      Vi que és um homem lindo e que se acaso a sina

      Do menino infeliz não se nos ilumina

      Tão pouco turva-se a lágrima nordestina

      Apenas a matéria vida era tão fina

      E éramos olharmo-nos intacta retina

      A cajuína cristalina em Teresina


      Existirmos a que será que se destina?

      Pois quando tu me deste a rosa pequenina

      Vi que és um homem lindo e que se acaso a sina

      Do menino infeliz não se nos ilumina

      Tão pouco turva-se a lágrima nordestina

      Apenas a matéria vida era tão fina

      E éramos olharmo-nos intacta retina

      A cajuína cristalina em Teresina


      Arranjo: Duofel (Fernando Melo e Luiz Bueno)

      Acordeom: Zé Américo Bastos

      Contrabaixo: Jacaré

      Viola de 12 cordas: Fernando Melo

      Violão de nylon: Luiz Bueno

      Bateria: Camilo Mariano

      Percussão: Paulinho He-Man e Marcos Amma

    • Ave de Prata (Zé Ramalho) Participação especial: Zé Ramalho Letra

      É muito mais do que muito

      Muito mais do que quantos anos todos piorei

      É muito mais do que mata

      Muito mais do que morrem todos pela planta do pé

      É muito mais do que fera

      Mais do que bicho quando quer procriar

      Uma espécie: sementes da água, mistérios da luz

       

      É muito mais do que antes

      Mais do que vinte anos multiplicar

      Dividir a mentira

      Entre cabelos, olhos e furacões

      Inventar objetos

      Pela esfinge quando era mulher

      Ave de prata

      Veneno de fogo

      Vagalume do mar

       

      O mar que se acaba na areia

      Gemidos da terra apoiados no chão

      Entre todos que usam os dentes do arpão

      Apoiados em cada parede pela mão

      Pela mão que criou tantas trevas e luz

       

      E cada coisa perdida

      Perdidamente pode se apaixonar

      Pela última vida

      Poucos amigos hão de te procurar

      Como é o silêncio

      E nesse momento tudo deve calar

      Numa história que venha do povo

      O juízo final


      É muito mais do que muito

      Muito mais do que quantos anos todos piorei

      É muito mais do que mata

      Muito mais do que morrem todos pela planta do pé

      É muito mais do que fera

      Mais do que bicho quando quer procriar

      Uma espécie: sementes da água, mistérios da luz

       

      É muito mais do que antes

      Mais do que vinte anos multiplicar

      Dividir a mentira

      Entre cabelos, olhos e furacões

      Inventar objetos

      Pela esfinge quando era mulher

      Ave de prata

      Veneno de fogo

      Vagalume do mar

       

      O mar que se acaba na areia

      Gemidos da terra apoiados no chão

      Entre todos que usam os dentes do arpão

      Apoiados em cada parede pela mão

      Pela mão que criou tantas trevas e luz

       

      E cada coisa perdida

      Perdidamente pode se apaixonar

      Pela última vida

      Poucos amigos hão de te procurar

      Como é o silêncio

      E nesse momento tudo deve calar

      Numa história que venha do povo

      O juízo final


      Arranjo e violão de aço: Zé Ramalho

      Viola de 12 cordas: Manasses

      Contrabaixo: Artur Maia

      Acordeom e teclados: Zé Américo Bastos

      Percussão: Paulinho He-Man e Marcos Amma

    • Palavra de Mulher (Chico Buarque) Letra

      Vou voltar

      Haja o que houver eu vou voltar

      Já te deixei jurando nunca mais olhar pra trás

      Palavra de mulher

      Eu vou voltar

       

      Posso até

      Sair de bar em bar

      Em bar em bar

      Falar besteira e me enganar

      Com qualquer um deitar a noite inteira

      Eu vou te amar

       

      Vou chegar

      A qualquer hora ao meu lugar

      E se uma outra pretendia

      Um dia te roubar

      Dispensa essa vadia

      Eu vou voltar

       

      Vou subir

      A nossa escada, a escada

      A escada, a escada

      Meu amor, eu vou partir

      De novo e sempre feito viciada

      Eu vou voltar

       

      Pode ser

      Que a nossa história seja mais

      Uma quimera

      E pode o nosso teto

      A Lapa, o Rio desabar

       

      Pode ser

      Que passe o nosso tempo

      Como qualquer primavera

      Espera

      Me espera

      Eu vou voltar


      Vou voltar

      Haja o que houver eu vou voltar

      Já te deixei jurando nunca mais olhar pra trás

      Palavra de mulher

      Eu vou voltar

       

      Posso até

      Sair de bar em bar

      Em bar em bar

      Falar besteira e me enganar

      Com qualquer um deitar a noite inteira

      Eu vou te amar

       

      Vou chegar

      A qualquer hora ao meu lugar

      E se uma outra pretendia

      Um dia te roubar

      Dispensa essa vadia

      Eu vou voltar

       

      Vou subir

      A nossa escada, a escada

      A escada, a escada

      Meu amor, eu vou partir

      De novo e sempre feito viciada

      Eu vou voltar

       

      Pode ser

      Que a nossa história seja mais

      Uma quimera

      E pode o nosso teto

      A Lapa, o Rio desabar

       

      Pode ser

      Que passe o nosso tempo

      Como qualquer primavera

      Espera

      Me espera

      Eu vou voltar


      Arranjo e cello: Jacques Morelenbaum

      Violão: Luiz Brasil

      Baixo acústico: Zeca Assunção

      Bateria: Carlos Bala

      Violinos: Giancarlo Pareschi (spalla), Michel Bessler, José Alves, Ricardo Amado, Walter Hack, Antonella Pareschi, Bernardo Bessler e Paschoal Perrotta

      Violas: Jesuína Passaroto e Marie Christine Bessler

      Cellos: Alceu Reis e Marcelo Salles

    • Nó Cego (Pedro Osmar) Participação especial: Lenine Letra

      É você a pessoa que deu

      Um nó cego em meu peito

      De apaixonado, de apaixonado?

      É você a pessoa que deu

      Um nó cego em meu peito

      De apaixonado, de apaixonado?

       

      É você

      O mascarado que me trancou

      O mascarado que me trancou

      Nessa noite sem amor?

      Nessa noite sem amor?

       

      É você amigo?

      Você o inimigo?

      É você o perigo?

      É você?

      É você amigo?

      Você o inimigo?

      É você o perigo?

      É você?

       

      É você a garra de fome

      Que atormenta o presente?

      É você que mente muito?

      É você a garra de fome

      Que atormenta o presente?

      É você que mente muito?

       

      Que me engana

      Que me rouba da vida?

      Que me engana

      Que me rouba da vida?

      Que me engana

      Que me rouba da vida?


      É você a pessoa que deu

      Um nó cego em meu peito

      De apaixonado, de apaixonado?

      É você a pessoa que deu

      Um nó cego em meu peito

      De apaixonado, de apaixonado?

       

      É você

      O mascarado que me trancou

      O mascarado que me trancou

      Nessa noite sem amor?

      Nessa noite sem amor?

       

      É você amigo?

      Você o inimigo?

      É você o perigo?

      É você?

      É você amigo?

      Você o inimigo?

      É você o perigo?

      É você?

       

      É você a garra de fome

      Que atormenta o presente?

      É você que mente muito?

      É você a garra de fome

      Que atormenta o presente?

      É você que mente muito?

       

      Que me engana

      Que me rouba da vida?

      Que me engana

      Que me rouba da vida?

      Que me engana

      Que me rouba da vida?


      Arranjo, piano e teclados: Zé Américo Bastos

      Guitarra: Zeppa Souza

      Viola de 12 cordas: Manassés

      Contrabaixo: Jacaré

      Bateria: Camilo Mariano

      Flautas: David Ganc

      Percussão: Paulinho He-Man e Marcos Amma

    • Imaculada (Ary Sperling / Aldir Blanc) Participação especial: Nana Caymmi Letra

      Meu castelo é a casa da fazenda

      Onde teço a minha lenda

      Sei, meu príncipe virá

      Esse sonho bom que me alimenta

      A espera é menos lenta

      Se o desejo delirar

       

      Eu prefiro assim

      Pois com essa espera

      Domo a fera que há em mim

      É imaculada a semente do prazer

      Rosa ardente por florescer

       

      A criança deixa o paraíso

      Fadas, córregos, sorrisos

      A pureza virginal

      Planta no seu seio adolescente

      A maçã e a serpente

      Do pecado original

       

      Quero ser mulher

      No lugar e hora que meu príncipe quiser

      E assim conquistada pela espada do querer

      Continua a ser imaculada


      Meu castelo é a casa da fazenda

      Onde teço a minha lenda

      Sei, meu príncipe virá

      Esse sonho bom que me alimenta

      A espera é menos lenta

      Se o desejo delirar

       

      Eu prefiro assim

      Pois com essa espera

      Domo a fera que há em mim

      É imaculada a semente do prazer

      Rosa ardente por florescer

       

      A criança deixa o paraíso

      Fadas, córregos, sorrisos

      A pureza virginal

      Planta no seu seio adolescente

      A maçã e a serpente

      Do pecado original

       

      Quero ser mulher

      No lugar e hora que meu príncipe quiser

      E assim conquistada pela espada do querer

      Continua a ser imaculada


      Arranjo e teclados: Wagner Tiso

      Baixo acústico: Zeca Assunção

      Violões: Victor Biglione e Ana de Oliveira

      Cello: Fernando Bru e David Chew

      Viola: Nayran Pessanha

      Oboé: Francisco Gonçalves

      Flauta em sol: Mauro Senise

      Clarineta: Cristiano Alves

      Percussão: Paulinho He-Man

    • Sete Cantigas Para Voar (Vital Farias) Participação especial: Renata Arruda Letra

      Cantiga de campo

      De concentração

      A gente bem sente

      Com precisão

      Mas recordo a tua imagem

      Naquela viagem

      Que fiz pro sertão

      Eu que nasci na floresta

      Canto e faço festa no seu coração

      Voa, voa azulão

      Voa, voa azulão

       

      Cantiga de roça

      De um cego apaixonado

      Cantiga de moça

      Lá no cercado

      Que canta a fauna e a flora

      Ninguém ignora

      Se ela quer brotar

      Boto uma flor no cabelo

      Com alegria e zelo para não secar

      Voa, voa no ar

      Voa, voa no ar

       

      Cantiga de ninar

      A criança na rede

      Mentira de água

      É matar a sede

      Diz pra mãe que fui pro açude

      Fui pescar um peixe

      Isso não fui não

      Tava era com o namorado

      Pra alegria e festa do meu coração

      Voa, voa azulão

      Voa, voa azulão

       

      Cantiga de índio

      Que perdeu sua taba

      No peito esse incêndio

      Seu não se apaga

      Deixe o índio no seu canto

      Que eu canto um acalanto

      Faço outra canção

      Deixe o peixe, deixe o rio

      Que o rio é um fio de inspiração

      Voa, voa azulão

      Voa, voa azulão

      Voa, voa...


      Cantiga de campo

      De concentração

      A gente bem sente

      Com precisão

      Mas recordo a tua imagem

      Naquela viagem

      Que fiz pro sertão

      Eu que nasci na floresta

      Canto e faço festa no seu coração

      Voa, voa azulão

      Voa, voa azulão

       

      Cantiga de roça

      De um cego apaixonado

      Cantiga de moça

      Lá no cercado

      Que canta a fauna e a flora

      Ninguém ignora

      Se ela quer brotar

      Boto uma flor no cabelo

      Com alegria e zelo para não secar

      Voa, voa no ar

      Voa, voa no ar

       

      Cantiga de ninar

      A criança na rede

      Mentira de água

      É matar a sede

      Diz pra mãe que fui pro açude

      Fui pescar um peixe

      Isso não fui não

      Tava era com o namorado

      Pra alegria e festa do meu coração

      Voa, voa azulão

      Voa, voa azulão

       

      Cantiga de índio

      Que perdeu sua taba

      No peito esse incêndio

      Seu não se apaga

      Deixe o índio no seu canto

      Que eu canto um acalanto

      Faço outra canção

      Deixe o peixe, deixe o rio

      Que o rio é um fio de inspiração

      Voa, voa azulão

      Voa, voa azulão

      Voa, voa...


      Arranjo e teclados: Zé Américo Bastos

      Acordeom: Dominguinhos

      Contrabaixo: Jacaré

      Viola de 12 cordas: Manasses

      Violão de nylon: Zeppa Souza

      Percussão: Paulinho He-Man e Marcos Amma

      Vocais: Jussara Lourenço e Tadeu Mathias

    • Retrato da Vida (Djavan / Dominguinhos) Participação especial: Dominguinhos Letra

      Esse matagal sem fim

      Essa estrada, esse rio seco

      Essa dor que mora em mim

      Não descansa e nem dorme cedo

      O retrato da minha vida

      É amar em segredo

       

      Não quer saber de mim

      E eu vivendo da tua vida

      Deus no céu e você aqui

      A esperança é quem me abriga

      Esses campos não tardam em florir

      Já se espera uma boa colheita

      E tudo parece seguir

      Fazendo a vida tão direita

       

      Mas e você, o que faz

      Que não repara no chão

      Por onde tem que passar

      E pisa em meu coração?

      O teu beijo em meu destino

      Era tudo que eu queria

      Ser meu homem, meu menino

      O ser amado de todo dia


      Esse matagal sem fim

      Essa estrada, esse rio seco

      Essa dor que mora em mim

      Não descansa e nem dorme cedo

      O retrato da minha vida

      É amar em segredo

       

      Não quer saber de mim

      E eu vivendo da tua vida

      Deus no céu e você aqui

      A esperança é quem me abriga

      Esses campos não tardam em florir

      Já se espera uma boa colheita

      E tudo parece seguir

      Fazendo a vida tão direita

       

      Mas e você, o que faz

      Que não repara no chão

      Por onde tem que passar

      E pisa em meu coração?

      O teu beijo em meu destino

      Era tudo que eu queria

      Ser meu homem, meu menino

      O ser amado de todo dia


      Arranjo e violão: Luiz Brasil

      Acordeom: Dominguinhos

      Viola de 12 cordas: Manassés

      Contrabaixo: Alberto Continentino

      Bateria: Carlos Bala

      Percussão: Paulinho He-Man e Marcos Amma

    • Kukukaya (Jogo da Asa da Bruxa) (Cátia de França) Participação especial: Geraldo Azevedo Letra

      São quatro jogadores nessa mesa

      Frente a frente para jogar

      São quatro cabras de peia no desafio

      No jogo da bruxa em noite de lua cheia

      São quatro jogadores nessa mesa

      Dando as cartas do jogo sujo da vida

       

      Kukukaya, eu quero isso aqui, ei

      Kukukaya, olha esse cachorro aqui, ei

      Kukukaya, eu quero isso aqui

      Kukukaya, olha esse cachorro aqui

       

      São quatro jogadores nessa mesa

      Frente a frente, sem dar falsa folga a ninguém

      São quatro cabras de peia

      De riso dócil, de rima fácil

      Não vá se enganar, hein meu bem?

       

      Eu tenho dois olhos, eu tenho dois pés

      Dos meus olhos vá pra meus pés

      Dos meus pés, pra dentro da terra

      Da terra para a morte

       

      O ovo é redondo, ventre redondo é

      Vem amor, vem com saúde

      Onde eu sou chama seja você brasa

      Onde eu sou chuva seja você água

      Onde eu sou chama seja você brasa

      Onde eu sou chuva seja você água

       

      Kukukaya, eu quero você aqui

      Kukukaya, preste atenção em mim

      Kukukaya, eu quero você aqui

      Kukukaya, preste atenção em mim


      São quatro jogadores nessa mesa

      Frente a frente para jogar

      São quatro cabras de peia no desafio

      No jogo da bruxa em noite de lua cheia

      São quatro jogadores nessa mesa

      Dando as cartas do jogo sujo da vida

       

      Kukukaya, eu quero isso aqui, ei

      Kukukaya, olha esse cachorro aqui, ei

      Kukukaya, eu quero isso aqui

      Kukukaya, olha esse cachorro aqui

       

      São quatro jogadores nessa mesa

      Frente a frente, sem dar falsa folga a ninguém

      São quatro cabras de peia

      De riso dócil, de rima fácil

      Não vá se enganar, hein meu bem?

       

      Eu tenho dois olhos, eu tenho dois pés

      Dos meus olhos vá pra meus pés

      Dos meus pés, pra dentro da terra

      Da terra para a morte

       

      O ovo é redondo, ventre redondo é

      Vem amor, vem com saúde

      Onde eu sou chama seja você brasa

      Onde eu sou chuva seja você água

      Onde eu sou chama seja você brasa

      Onde eu sou chuva seja você água

       

      Kukukaya, eu quero você aqui

      Kukukaya, preste atenção em mim

      Kukukaya, eu quero você aqui

      Kukukaya, preste atenção em mim


      Arranjo: Geraldo Azevedo e Zé Américo Bastos

      Teclados: Zé Américo Bastos

      Viola de 10 cordas e violão: Geraldo Azevedo

      Guitarra: Victor Biglione

      Percussão: Paulinho He-Man e Marcos Amma

    • Choveu Sorvete (La Salve de las Antillas) (Luis Kalaff / Versão: Carlinhos Brown) Letra

      Na gandaia com sol solista

      Viajar nesse adoçar

      Nas cantigas das coisas belas

      Da minha terra natal

       

      Abará, louro, bolo, molho

      Hoje quero saborear

      Os beijos da timbaleira

      Num cantinho lá dendo bar

       

      Choveu sorvete

      Na minha origem

      Choveu sorvete

      Adeus princesa

       

      Nas barracas dos santos, lírios

      Haverá sempre uma cor

      Ressaindo das ruas velhas

      Servindo a vida de amor

       

      Santa Bárbara, São Gerônimo

      E a Nanã Borocô

      Oxóssi, Ogum de ronda

      Oxalá e pai Xangô

       

      Embala, bala, baleira

      E vamos na procissão

      A água de cheiro cheira

      Bonfim quer ver Conceição


      Na gandaia com sol solista

      Viajar nesse adoçar

      Nas cantigas das coisas belas

      Da minha terra natal

       

      Abará, louro, bolo, molho

      Hoje quero saborear

      Os beijos da timbaleira

      Num cantinho lá dendo bar

       

      Choveu sorvete

      Na minha origem

      Choveu sorvete

      Adeus princesa

       

      Nas barracas dos santos, lírios

      Haverá sempre uma cor

      Ressaindo das ruas velhas

      Servindo a vida de amor

       

      Santa Bárbara, São Gerônimo

      E a Nanã Borocô

      Oxóssi, Ogum de ronda

      Oxalá e pai Xangô

       

      Embala, bala, baleira

      E vamos na procissão

      A água de cheiro cheira

      Bonfim quer ver Conceição


      Arranjo, piano e teclados: Zé Américo Bastos

      Contrabaixo: Arlindo Pipiu

      Guitarra: Zeppa Souza

      Bateria e percussão: Camilo Mariano

      Percussão: Paulinho He-Man e Marcos Amma

      Saxofone: Roberto Stepheson

      Trombone: Roberto Marques

      Trompete: Paulinho Trompete

      Vocais: Elba Ramalho, Jussara Lourenço, Tadeu Mathias e Paulinho He-Man

    • Quem é Muito Querido a Mim (Geraldo Azevedo / Rogério Duarte) Participação especial: Margareth Menezes Letra

      Aquele que não inveja

      Que é amigo sincero

      De todos os seres vivos

      Que não tem senso de posse

      Que tem a mesma atitude

      Na tristeza ou na alegria

      Que é sempre determinado

      Tendo a mente e o intelecto

      Harmonizados comigo

      É muito querido a mim

      Harmonizados comigo

      É muito querido a mim

       

      Quem nunca perturba os outros

      Nem se deixa perturbar

      Além da dualidade

      Do sofrimento e prazer

      Livre do medo e da angústia

      Também é muito querido

      Aquele que não se apega

      Nem ao prazer, nem à dor

      Que não rejeita ou deseja

      Ao que agrada ou aborrece

      Renunciando igualmente

      É muito querido a mim

      Renunciando igualmente

      É muito querido a mim

       

      Quem age do mesmo modo

      Com amigos e inimigos

      E não muda de atitude

      No ostracismo ou na glória

      No sucesso ou no fracasso

      Quem nunca se contamina

      E sempre fica contente

      Com o que lhe é oferecido

      Este me é muito querido

      É muito querido a mim

      Este me é muito querido

      É muito querido a mim


      Aquele que não inveja

      Que é amigo sincero

      De todos os seres vivos

      Que não tem senso de posse

      Que tem a mesma atitude

      Na tristeza ou na alegria

      Que é sempre determinado

      Tendo a mente e o intelecto

      Harmonizados comigo

      É muito querido a mim

      Harmonizados comigo

      É muito querido a mim

       

      Quem nunca perturba os outros

      Nem se deixa perturbar

      Além da dualidade

      Do sofrimento e prazer

      Livre do medo e da angústia

      Também é muito querido

      Aquele que não se apega

      Nem ao prazer, nem à dor

      Que não rejeita ou deseja

      Ao que agrada ou aborrece

      Renunciando igualmente

      É muito querido a mim

      Renunciando igualmente

      É muito querido a mim

       

      Quem age do mesmo modo

      Com amigos e inimigos

      E não muda de atitude

      No ostracismo ou na glória

      No sucesso ou no fracasso

      Quem nunca se contamina

      E sempre fica contente

      Com o que lhe é oferecido

      Este me é muito querido

      É muito querido a mim

      Este me é muito querido

      É muito querido a mim


      Arranjo: Zé Américo Bastos

      Violão: Zeppa Souza

      Violão de 12 cordas e zig-zum: Luiz Bueno

      Contrabaixo: Jacaré

      Bateria: Camilo Mariano

      Percussão: Paulinho He-Man e Marcos Amma

    • //Disco 2

    • Caldeirão dos Mitos (Bráulio Tavares) Letra

      Eu vi o céu à meia-noite

      Se avermelhando num clarão

      Como o incêndio anunciado

      No Apocalipse de São João

      Porém não era nada disso

      Era um corisco, era um lampião

       

      Eu vi um risco nos espaços

      Era o revôo de um sanhaçú

      Eu vi o dia amanhecendo

      No ronco do maracatu

      Não era a lança de São Jorge

      Era o espinho do mandacaru

       

      Eu vi um som na escadaria

      Dó-re-mi-fá sol-lá-si-dó

      Não era o eco das trombetas

      De Josué em Jericó

      Era um fole de oito baixo

      A tocar numa noite de forró

       

      A fogueira tá queimando

      Em homenagem a São João

      O forró já começou

      Vamo gente rapapé nesse salão

       

      Eu vi um som ao meio-dia

      No meio do chão do Ceará

      Não era o coro dos arcanjos

      Nem era a voz de Jeová

      Era uma cascavel armando um bote

      Balançando o maracá

       

      Vi um magrelo amarelado

      Passando a perna no patrão

      Não foi ninguém da Inglaterra

      Nem de Paris, nem do Japão

      Era o Pedro Malazarte, era João Grilo

      E era Cancão

       

      Vi uma mão fazer no barro

      Um homem forte, um homem nu

      Um homem branco como eu

      Um homem preto como tu

      Porém não foi a mão de Deus

      Foi Vitalino de Caruaru

      Porém não foi a mão de Deus

      Foi Vitalino de Caruaru

      Porém não foi a mão de Deus

      Foi Vitalino de Caruaru


    • Amor com Café (Cecéu) Letra

      Se você quiser o meu amor

      Tem que ser assim

      Agarradinho, escondidinho

      Bem bonitinho

      Somente pra mim

       

      E de manhã cedo

      Fazer o café

      Trazer na cama

      Depois do café

      A gente se ama

      A gente se gama

      Depois do café

       

      Ficar o dia inteiro

      Nesse dá-me, dá-me

      Nesse toma, toma

      Nesse pega, pega

      Nesse coma, coma

      Nessa brincadeira

      Sem ninguém dar fé

       

      Que o dia vai acabar

      E a noite já vem

      O nosso amor pegando fogo

      Vamos se queimar

      Levar a vida nesse jogo

      Pra se ganhar

      Muito mais se querer bem


    • Forró do Xenhenhém (Cecéu) Letra

      Morena forrozeira do cangote suado

      Tô ficando arriado com você meu bem

      Com esse rebolado teu corpinho fica mole

      E nesse bole-bole, nesse vai-e-vem

      O coração da gente chega lateja

      A gente só deseja passar bem

      Com você meu bem no xenhenhém

      No xenhenhém, no xenhenhém

      Com você meu bem no xenhenhém

      No xenhenhém, no xenhenhém

       

      Quem foi esse inteligente que inventou o forró?

      Fez a morena levantar pó

      Ele é um artista, trabalhou bem

      E a morena forrozeira é de quem

      Tiver disposto pra ganhar no xenhenhém

       

      Xenhenhém, xenhenhém, xenhenhém

      Xenhenhém, xenhenhém, xenhenhém

      Xenhenhém, xenhenhém, xenhenhém

      Vou fazer tudo pra ganhar no xenhenhém


    • Agora é Sua Vez (Zinho) Letra

      Eu já tomei de conta

      Eu já dei meu recado

      Já fiz meu peneirado

      Com você no forrozão

       

      Meu bem não diga não

      Meu bem diga que sim

      Agora é sua vez

      De tomar de conta de mim

       

      Vem pra cá meu amor

      Vem pra cá meu amor

      Vem tomar de conta do meu coração

      Mas se você disser que não

      Não tem quentura no salão

       

      Chega pra cá

      Vem se espalhar, meu bem

      Que a noite é nossa

      Não se importe com ninguém

      Meu bem

      Aqui no forrozão

      Por favor, não diga não

      Vem pra cá meu bem querer

       

      E nessa brincadeira

      Quem vai tomar de conta de mim é você

      E nessa brincadeira

      Quem vai tomar de conta de mim é você

       

      Forró das cumadres

      (João Silva)


      Olha comadre semana que vem

      No terreiro lá de casa semana que vem

      Vai ter uma sanfoneirada semana que vem

      Eu vou dar uma forrozada semana que vem

       

      Vá no gogó comadre, vá no gogó

      Pra gandalhada escangalhar-se no forró

      Vá no gogó comadre, vá no gogó

      Pra gandalhada escangalhar-se no forró

       

      Ê, êta, que coisa boa!

      Ninguém gosta de forró mais do que eu

      Até acho que esse povo é todo meu

      E de repente o mundo fica miudinho

      E é por isso que eu só danço agarradinha

       

      Duas coisas dou valor

      É o forró com sanfoninha

      E o fungar do meu amor


    • É d’Oxum (Gerônimo / Vevé Calazans) Participação especial: Gerônimo Letra

      Nessa cidade todo mundo é d’Oxum

      Homem, menino, menina, mulher

      Toda essa gente irradia magia

       

      Presente na água doce

      Presente na água salgada

      E toda cidade brilha

       

      Seja tenente ou filho de pescador

      Ou importante desembargador

      Se der presente é tudo uma coisa só

       

      A força que mora n’água

      Não faz distinção de cor

      E toda a cidade é d’Oxum

       

      É d’Oxum, é d’Oxum

      É d’Oxum

       

      Eu vou navegar

      Eu vou navegar nas ondas do mar

      Eu vou navegar


    • Pisa na Fulô João do Vale / Ernesto Pires / Silveira Júnior Letra

      Pisa na fulô

      Pisa na fulô

      Pisa na fulô

      Não maltrate meu amor

       

      Um dia desse

      Eu fui dançar lá em Pedreira

      Na rua da golada

      Gostei da brincadeira

      Zé Caxangá era o tocador

      Mas só tocava “Pisa na fulô”

       

      Eu vi menina

      Nem tinha doze anos

      Agarrar seu par

      Também sair dançando

      Satisfeita e dizendo

      “Meu amor, ai como é gostoso

      Pisa no fulô”

       

      Chororô

      (Gilberto Gil)


      Tenho pena de quem chora

      De quem chora tenho dó

      Quando o choro de quem chora

      Não é choro, é chororô

       

      Quando uma pessoa chora seu choro baixinho

      De lágrima a correr pelo cantinho do olhar

      Não se pode duvidar

      Da razão daquela dor

      Não se pode atrapalhar

      Sentindo seja o que for

       

      Mas quando a pessoa chora o choro em desatino

      Batendo pino como quem vai se arrebentar

      Aí penso que é melhor

      Ajudar aquela dor

      A encontrar o seu lugar

      No meio do chororô

       

      Chororô, chororô, chororô

      É muita água, é magoa, é jeito bobo de chorar

      Chororô, chororô, chororô

      É mágoa, é muita água, a gente pode se afogar

       

      Chororô, chororô, chororô

      É muita água, é magoa, é jeito bobo de chorar

      Chororô, chororô, chororô

      É muita mágoa, é água, a gente pode se afogar

       

      No meu pé de serra

      (Luiz Gonzaga)


      Lá no meu pé de serra

      Deixei ficar meu coração

      Ai que saudades tenho

      Eu vou voltar pro meu sertão

       

      No meu roçado eu trabalhava todo dia

      Mas no meu rancho eu tinha tudo que queria

      Lá se dançava quase toda quinta-feira

      Sanfona não faltava e tome xote a noite inteira

       

      O xote é bom

      De se dançar

      A gente gruda na cabocla sem soltar

      Um passo lá

      Um outro cá

      Enquanto o fole tá tocando

      Tá gemendo, tá chorando, tá fungando

      Reclamando sem parar


    • Avôhai (Zé Ramalho) Letra

      Um velho cruza a soleira

      De botas longas, de barbas longas

      De ouro o brilho do seu colar

      Na laje fria onde quarava sua camisa

      E seu alforje de caçador

       

      Ô meu velho e invisível avôhai

      Ó meu velho e indivisível avôhai

       

      Neblina turva e brilhante

      Em meu cérebro coágulos de sol

      A manita matutina

      E que transparente cortina ao meu redor

       

      E se eu disser que é mei sabido

      Você diz que é mei pior

      Mais e pior do que planeta

      Quando perde o girassol

       

      Era o terço de brilhante nos dedos de minha avó

      E nunca mais eu tive medo da porteira

      Nem também da companheira

      Que nunca dormia só

       

      Avôhai!

      Avôhai!

       

      Um brejo cruza a poeira

      De fato existe num tom mais leve

      Na palidez desse pessoal

      Pares de olhos tão profundos

      Que amargam as pessoas que fitar

       

      Mas que bebem sua vida

      Sua alma na altura que mandar

      São os olhos, são as asas

      Cabelos de avôhai

       

      Na pedra de turmalina

      E no terreiro da usina eu me criei

      Voava de madrugada

      E na cratera condenada eu me calei

       

      Se eu calei foi de tristeza

      Você cala por calar

      E calado vai ficando

      Só fala quando eu mandar

       

      Rebuscando a consciência com medo de viajar

      Até o meio da cabeça do cometa

      Girando na carrapeta

      No jogo de improvisar

       

      Entrecortando

      Eu sigo dentro a linha reta

      Eu tenho a palavra certa

      Pra doutor não reclamar

       

      Avôhai! Avô e pai

      Avôhai!

      Avôhai!

      Avôhai


    • Leão do Norte (Lenine / Paulo César Pinheiro) Letra

      Eu sou mameluco

      Sou de Casa Forte

      Sou de Pernambuco

      Eu sou o Leão do Norte

       

      Sou coração do folclore nordestino

      Eu sou Mateus e Bastião do boi bumbá

      Sou o boneco de mestre Vitalino

      Dançando uma ciranda em Itamaracá

       

      Eu sou um verso de Carlos Pena Filho

      Num frevo de Capiba

      Ao som da Orquestra Armorial

      Sou Capibaribe num livro de João Cabral

       

      Sou mamulengo de São Bento da Una

      Vindo num baque solto de um maracatu

      Eu sou um auto de Ariano Suassuna

      No meio da feira de Caruaru

       

      Sou Frei Caneca no Pastoril do Faceta

      Levando a Flor da Lira pra Nova Jerusalém

      Sou Luiz Gonzaga

      E eu sou do mangue também

       

      Sou Macambira de Joaquim Cardoso

      Banda da Pife no mei do carnaval

      Na noite dos tambores silenciosos

      Sou a calunga revelando o carnaval

       

      Sou a folia que desce lá de Olinda

      O Homem da Meia-Noite

      Eu sou puxando esse cordão

      Sou jangadeiro na festa de Jaboatão


    • Batida de Trem (Vicente Barreto / Carlos Pita) Letra

      Cantando esse baião

      Aperriado com a sorte

      Felicidade não vem

      É uma cantiga de cego

      É uma sanfona tocando

      Parece batida de trem

       

      Sou cantador da alegria

      Me chamam de Andorinha

      Nas festas lá do sertão

      Estrela da primavera

      Pra onde for vou com ela

      Pra esquecer da solidão

       

      Pra entrar nesse forró

      Vem meu amor

      Do seu nego tenha dó

      Vem meu amor

      Ponha a mão no coração

      Vem meu amor

      Pra meu bem não ficar só

      Vem meu amor

       

      Toque de fole

      (Bastinho Calixto / Ana Paula)


      Toque sanfoneiro

      Um forró bem animado

      Com cadência de xaxado

      Da poeira levantar

       

      Toque sanfoneiro

      Que as mulheres tão visando

      O fole frouxo tocando

      Castigando a nota lá

       

      Toque sanfoneiro

      Mostre que é velho macho

      Capriche nos oito baixos

      Até o dia clarear

       

      Toque sanfoneiro, toque

      Porque a gente quer se esbaldar

      Toque sanfoneiro, toque

      Porque a gente quer dançar

       

      Dedo no couro é pandeirada

      Mão no zabumba é zabumbada

      E no triângulo é trianglada, oi

      Dedo no fole é forrozada


    • Roendo Unha (Luiz Gonzaga / Luiz Ramalho) Letra

      Quando Vinvin cantou

      Corri pra ver você

      Atrás da serra, o sol tava pra se esconder

      Quando você partiu

      Eu não me esqueço mais

      Meu coração, amor, partiu atrás

       

      Vivo com os olhos na ladeira

      Quando vejo uma poeira

      Penso logo que é você

      Vivo de orelha levantada

      Para o lado da estrada

      Que atravessa o muçambê

      Olha que eu já tô roendo unha

      A saudade é testemunha

      Do que agora vou dizer

      Quando na janela eu me debruço

      Meu cantar é um soluço

      A galopar no maçapê

       

      No som da sanfona

      (Kaká do Asfalto / Jackson do Pandeiro)


      Ouvi o toque da sanfona me chamar

      Ouvi o toque da sanfona me chamar

       

      Um sanfoneiro bem maneiro puxe o fole

      Folia a noite inteira até o dia clarear

      O cabra vem se aconchegando, se relando

      Quando o pagode esquenta

      Ninguém quer sair de lá

       

      Êta pagode que tá bom

      Que tá danado

      Morena aqui do lado faz o boneco chorar

      Chora, não chora

      Morena disse que chora

      No som de uma viola faz o corpo balançar

       

      Quem é sambeiro, batuqueiro, forrozeiro

      Tem privilégio agora soçaite particular

      Agora toda classe alta quer xaxar

      Forró de brasileiro chegou em todo lugar

       

      Morena de Angola

      (Chico Buarque)


      Morena de Angola

      Que leva o chocalho amarrado na canela

      Será que ela mexe o chocalho

      Ou o chocalho é que mexe com ela

       

      Será que a morena cochila

      Escutando o cochicho do chocalho

      Será que desperta gingando

      Já sai chocalhando pro trabalho

       

      Será que ela tá na cozinha

      Guisando a galinha à cabidela

      Será que esqueceu da galinha

      Ficou batucando na panela

       

      Será que no meio da mata, na moita

      A morena inda chocalha

      Será que ela não fica afoita

      Pra dançar na chama da batalha

       

      Morena de Angola

      Que leva o chocalho amarrado na canela

      Passando pelo regimento

      Ela faz requebrar a sentinela

       

      Será que quando vai pra cama

      A morena se esquece dos chocalhos

      Será que namora fazendo bochincho

      Com seus penduricalhos

       

      Será que ela tá caprichando

      No peixe que eu trouxe de Benguela

      Será que tá no remelexo

      Abandonou meu peixe na tigela

       

      Será que quando fica choca

      Põe de quarentena o seu chocalho

      Será que depois ela bota

      A canela no nicho do pirralho

       

      Morena de Angola

      Que leva o chocalho amarrado na canela

      Acho que deixei um cacho

      Do meu coração na Catumbela

       

      Morena de Angola

      Que leva o chocalho amarrado na canela

      Morena, bichinha danada

      Minha camarada do MPLA


    • Pagode Russo (Luiz Gonzaga / João Silva) Letra

      Ontem eu sonhei que tava em Moscou

      Dançando pagode russo na boate Cossacou

      Ontem eu sonhei que tava em Moscou

      Dançando pagode russo na boate Cossacou

       

      Parecia até um frevo naquele vai ou não vai

      Parecia até um frevo naquele cai ou não cai

      Parecia até um frevo naquele vai ou não vai

      Parecia até um frevo naquele cai ou não cai

       

      Entra cossaco, cossaco dança agora

      Na dança do cossaco, não fica cossaco fora

      Entra cossaco, cossaco dança agora

      Na dança do cossaco, não fica cossaco fora

       

      Onde tu tá neném

      (Luis Bandeira)


      Onde tu tá neném

      Eu vim te procurar

      Vamos fazer as pazes

      Tenho tantas frases pra te agradar

       

      Onde tu tá neném

      Eu vim te procurar

      Saudade sai me solta

      Estou aqui de volta pra meu bem beijar

       

      Estou aqui de novo junto ao meu povo

      Minha gente amiga

      Quem me conhece sabe

      Que eu detesto intriga

       

      Uma saudade enorme

      Come e deita e dorme no meu coração

      Remédio indicado pra quem está errado

      É pedir perdão

       

      Por uma briga à toa

      Tanta coisa boa a gente tá perdendo

      Sertão em noite branca

      O dia amanhecendo

       

      Nossa conversa linda

      Tem segredo ainda para um século mais

      Não é pra nos gabar

      Mas não existe um par como nós dois se faz


    • Olha pro Céu (Luiz Gonzaga / José Fernandes) Letra

      Olha pro céu, meu amor

      Veja como ele está lindo

      Olha praquele balão multicor

      Que lá céu vai sumindo

       

      Foi numa noite igual a esta

      Que tu me deste o teu coração

      O céu estava todinho em festa

      Pois era noite de São João

       

      Havia balões no ar

      Xote e baião no salão

      E no terreiro o seu olhar

      Que incendiou meu coração


    • Boca do Balão (Moraes Moreira / Zeca Barreto / Fred Góes) Letra

      Na cidade grande

      Por mais que eu ande

      Ainda me espanto

      Quando ouço uma explosão

       

      Lá no interior sempre era São João

      Lá no interior sempre era São João

       

      Viva São João

      Meu carneirinho

      Como te esperei

      Ano inteirinho

       

      Ao pé da fogueira

      Madeira, velame

      Que o nosso amor inflame a noite inteira

      Na esteira ou no chão

      A gente se esquenta

      E arrebenta a boca do balão

       

      São João na estrada

      (Moraes Moreira)


      No mês de junho

      Tenho Deus por testemunho

      Com meu violão em punho

      Vou fazer o São João

      Tomar licor, menino, fazer eu vou

      A festa do interior

      E também da capital

       

      Vou pra Natal e lá no circo da folia

      Vai amanhecer o dia

      E todo mundo no forró

      Lá em Timbau no forró do seu Patrício

      Vai ter fogos de artifícios

      Também lá em Mossoró

       

      Em João Pessoa

      Soa bem esse galope

      Tem quem dance e tem quem toque

      Com que animação

      Santa Luzia, guia meus passos, me mande

      Além de Campina Grande, Sousa e toda a região

       

      Em Fortaleza com certeza um ouriço

      Juazeiro e Padim Ciço também vai dançar baião

      Em Maceió quero ver balão no céu

      Arapiraca e São Miguel

      Dando viva a São João

       

      Não pode parar o sanfoneiro

      Não pode parar o coração

      Só pode parar a guerra

      Quero paz na terra

      E no céu balão

       

      Em Teresina, como se faz todo ano

      Parnaíba e Floriano também vão comemorar

      Vou caminhando, vou chegando até Recife

      Meu amor quem foi que disse

      Que não tem Caruaru?

       

      Aracaju tem caju e tem castanha

      Gente aprende, gente apanha

      Nessa vida de estradeiro

      Em Salvador

      Vou chegar lá na Bahia

      Lá na terra da alegria

      Vai ser festa o ano inteiro


    • De Volta pro Aconchego (Dominguinhos / Nando Cordel) Letra

      Estou de volta pro meu aconchego

      Trazendo na mala bastante saudade

      Querendo um sorriso sincero, um abraço

      Para aliviar meu cansaço

      E toda essa minha vontade

       

      Que bom poder tá contigo de novo

      Roçando teu corpo e beijando você

      Pra mim tu és a estrela mais linda

      Teus olhos me prendem, fascinam

      A paz que eu gosto de ter

       

      É duro ficar sem você vez em quando

      Parece que falta um pedaço de mim

      Me alegro na hora de regressar

      Parece que vou mergulhar

      Na felicidade sem fim


O trabalho discográfico deste ano de 1999 veio recheado de surpresas. São 2 CDs abrangendo um total de 28 músicas e muitos convidados. São discos comemorativos e, portanto, o repertório apresentando é quase todo composto de músicas já conhecidas do público. Gravados entre junho e setembro deste ano, os discos se distinguem pela proposta musical a eles dispensada. Um CD gravado ao vivo em Salvador (BA) e em Montreux, no festival de jazz, onde me apresentei pela terceira vez e o outro feito em estúdio, ambos produzidos por mim e pelo maestro José Américo Bastos. Foi um trabalho que exigiu muito de nós.

Pesquisei minha própria obra, me reenlacei com os compositores e parceiros, alimentei muitos sonhos e projetamos o trabalho com o desafio de premiar o meu público com as velhas canções revisitadas, sorvendo o frescor do canto maduro refletido na calmaria de quem já sabe o caminho de volta e, portanto, errar, não traduz desarmonizar, e sim somar-se à sabedoria. O repertório se definiu a partir das sugestões enviadas, via internet, pelos fãs e afins, e assim mesmo não foi possível sintetizar toda a obra em 2 CDs, mas que no final, ajustados ao padrão estético exigido pela gravadora, oferece ao meu público um menu variado, um caldeirão de ritmos e signos.

Ensaiamos para a gravação ao vivo sob a batuta do maestro Zé Américo e tivemos a felicidade de compartilhar este momento com a alegria essencial do público baiano e suíço. Em três shows apenas e lá estava registrado em disco o que vivencio há 20 anos pelas estradas do planeta em múltiplas dimensões, com o mesmo prazer e disposição, sempre agradecida ao grande Mestre por tão honrosa dádiva.

Foi consolidado o projeto ao vivo. A presença de Gerônimo cantando É d’Oxum foi uma boa surpresa. Ele compareceu, deu uma canja e o momento se tornou mágico.

Já o disco de estúdio foi uma ousadia só. Eu tinha um tempo mínimo para realizar o projeto e queria muita gente cantando, arranjando... Enfim, todos vieram e vivi momentos musicais de muita emoção. Wagner Tiso e os belos arranjos para Canção da despedida, que infelizmente não entrou pela proibição, de última hora, do compositor Geraldo Vandré. Justifico aos fãs a ausência da canção tão solicitada pelo meu público. O encontro com Nana Caymmi, a grande diva e querida amiga, presente na minha vida em especiais momentos, e agora pela primeira vez cantando Imaculada, que o maestro Wagner Tiso tão lindamente arranjou.

A competência de Jaques Morelenbaum, e mais que isso, a minha alegria em cantar de novo Palavra de mulher, esta pérola de canção do mestre e amigo Chico Buarque. Foi, em 1978, quando encarnava a Lúcia, na Ópera do Malandro, que fiz o meu début na música, e tudo porque o Chico me convidou para cantar O meu amor, junto com Marieta, no seu disco de carreira. Aqui está de novo o início de tudo: O meu amor e Não sonho mais, esta última com a presença luminosa de Chico e ambas arranjadas pelo maestro Zé Américo.

O primeiro encontro com meu primo Zé Ramalho foi ainda na Paraíba, eu tocava bateria numa banda feminina de rock dirigida pelo Zé, que tocava guitarra numa já famosa banda chamada Os 4 Loucos. De lá pra cá, muitos encontros e trocas foram sorvidas com muito afeto. Vejo o meu primeiro disco, e a primeira música visionária do Zé para mim: Ave de prata, que dividimos agora num voo embalando pela sua viola, a viola de Manassés e o superbaixo de Arthur Maia.

Há exatamente 20 anos eu dividia a vida com Geraldo Azevedo. Éramos amigos e nossa casa era o point. Geraldo me ensinou muito, me fez crescer como músico, foi o meu esteio musical e me presenteou sempre com belas músicas. Tantas já tão cantadas por nós dois em tantos encontros, que resolvemos homenagear a nossa parceira Cátia de França, gravado Kukukaya. Alceu me presenteou com a bela Trem das ilusões, canção inédita e carro-chefe neste momento. Ainda do meu primeiro disco, elegemos o maracatu Nó cego, do paraibano Pedro Osmar e convidamos Lenine que, mais uma vez, fortalece com a sua brilhante presença o elo desta corrente. Outro ilustre convidado é o mestre Dominguinhos, com a emoção tocada de sofisticação, seu acordeom ponteia a belíssima Retrato da vida, uma parceria com Djavan.

Tenho ainda duas belas convidadas, Renata Arruda e Margareth Menezes, nas canções Sete cantigas para voar e Quem é muito querido a mim, respectivamente. Ainda em momento solo neste disco, regravei Cajuína de Caetano Veloso, A palo seco, de Belchior e uma versão já feita pela Timbalada de Choveu sorvete, do mágico Carlinhos Brown.

Bom, o trabalho agora já não me pertence, mas sim ao público tão amado por todos nós, artistas operários da arte, faxineiros das canções. Agradeço a todos os músicos e amigos, ao parceiro de estúdio Zé Américo, aos técnicos pela competência e carinho, à gravadora BMG Brasil pela fé, e ao meu filho Luã, que sempre inspira, sugere e preenche o vazio com a sua luz, inocência e sabedoria...

 

Elba Ramalho

 

 

Elba Ramalho é a maior estrela do meu estado e uma das mais reluzentes do país. Ter tido a possibilidade de dividir uma canção de Vital Farias com ela, bateu em dose tripla na raiz. Foi um lindo sonho realizado

Renata Arruda

 

Voz feminina do nordeste e Brasil. Congrega, ao mesmo tempo , canto e dramaticidade dentro de um corisco guardado no peito. É prata da casa. É a ave.

Zé Ramalho

 

Para a minha primeira e eterna intérprete: dizer que Elba é uma das maiores intérpretes brasileiras é chover no molhado... Falar que Elba é uma artista completa, que todos os seus discos primam sempre pelo refinamento, cuidado estético e bom gosto musical, é continuar chovendo no molhado... Reafirmar a generosidade e a solidariedade do seu espírito, é redundância, é chuva demais... Pra não vivar lama de confete, só me resta agradecer a amizade, a cumplicidade e o carinho que ela sempre dispendeu pra mim e pra minha música. Valeu Elba! Te adoro.

Lenine

 

Foi um prazer incomensurável participar do CD que comemora os 20 anos da brilhante carreira de Elba Ramalho. Salve nossa rainha, terna Leoa do Norte! Do súdito

Alceu Valença
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